Ao escolher o nome do (a) filho (a), os brasileiros costumam caprichar. Unem o nome do pai com o da mãe, "abrasileira" um nome estrangeiro ou mesmo faz do rebento xará de algum cantor famoso. Mas aqui na Alemanha os pais não podem usar tanta criatividade ao registrar os filhos. Isso por que existe uma regra para que o nome seja permitido. Sim sim!
Os pais escolhem o nome, mas é o Estado, através do Standesamt de cada cidade, que decide se o nome poderá ser usado ou não. A regra básica é que não comprometa a vida da criança (Olá, bulliyng!). O primeiro nome (Vorname) é para identificar o gênero do bebê, ou seja, para informar se é do sexo masculino ou feminino. Já o segundo (Nachname) é relativo à família. Tipo, isso é óbvio, mas é para evitar os tais constrangimentos.
Por exemplo, o nome Matti (que eu achei bem bonitinho) não pode ser dado a meninos, já que ele não determina o sexo. Isso que dizer que também não é possível encontrar uma menina chamada Matti. De acordo com a legislação, o nome não deve "influenciar o desenvolvimento da personalidade da criança de forma negativa. Desprezar ou ridicularizar [...] com termos inadmissíveis que não são adequados para descrever uma pessoa". Além disso, eles pedem para que os pais pensem no futuro profissional do filho e o que o nome pode acarretar nesse sentido.
Com isso, é vetado a utilização de nomes que remetem a marcas, políticos e pessoas que fizeram parte da história. No site eles até colocam alguns exemplos, como: Lenin, Jesus, Judas, Che, Bin Laden, entre outros. E, claro, Hitler, nem sonhando!
Se os pais insistirem em um nome diferente, devem assinar um termo assumindo os riscos da escolha do nome. O mesmo para os nomes estrangeiros, mesmo que os pais sejam de outro país. O Estado também pede para seja um nome ainda não usado na família, para diferenciar a criança.
Sobrenomes
O último nome também segue uma regra. Em geral, as pessoas daqui possuem o primeiro nome e um sobrenome, que pode ser do pai ou da mãe. Se os pais são casados e um deles adotou o sobrenome do outro, este deve ser também o da criança. Se não forem casados, os pais escolhem qual sobrenome o bebê terá.Já para as mães solteiras, é direito colocar somente seu sobrenome. Se quiser, ela pode escolher o do pai, mas é preciso provar paternidade e ter o consentimento do mesmo.
Estatística
O site oficial de Munique publica, anualmente, uma lista com os nomes mais registrados do ano. Em 2012, a maioria das meninas foram batizadas como Marie, Sophie, Maria, Ann e Sophia (combinar que não variou muito, né). Já os meninos foram chamados de Maximilian, Alexander, Paul, Felix e Tiago.Sabe o que é mais interessante disso? Os cinco nomes femininos, na mesma ordem, são os mais utilizados desde 2007. Em 2006, o que mudou foi a ordem. No lado do garotos, a lista continua quase a mesma, alternando um pouco entre Tiago e David, que em 2012 ficou em sexto lugar.
Foto: Huffpost








