Claro, semanas antes eu vasculhei a internet em busca de informações. Na verdade, estava mais querendo saber sobre experiências de outras pessoas na temível parte da imigração. Encontrei diversos sites de viagens e blogs, como esse aqui, em que as pessoas relatam o que viveram. E vou falar que, se dependesse do que li, não estaria aqui hoje. Muitos viajantes dizendo que os agentes são grossos, frios e o escambau. Alguns até falaram que foram maltratados. Um garoto, que não conseguiu entrar no país, escreveu um testemunho tão cheio de detalhes que parecia roteiro de filme de terror. Mas né, a gente tem que tentar e sentir na pele.
Voei pela TAP - inclusive adorei e indico. Atendimento rápido e côrtes, até no Facebook. Lembrando: opinião de quem viajou de avião pela primeira vez -. Meu percurso foi Belo Horizonte/ Lisboa/ Munique. Até o avião pousar, eu ainda estava naquela de olhar tudo pela janela, maravilhada. Mas foi só levantar para sair que o medo bateu de novo. Imigração, língua estrangeira, marinheira de primeira viagem. Mas pensei comigo: _Estou em Portugal, aqui eles falam português. Então está tudo bem". Bom, mais ou menos. Dá para entender, mas é preciso um certo esforço. Do outro lado do oceano, o português não é parecido com o do Seu Manoel, o dono da padaria na novela das oito. O engraçado é que depois que você conhece um português e começa a conversar com ele, percebe que nós, brasileiros, conseguimos entendê-los mais do que eles a nós.
10 eternos minutos
Bom, a fila da imigação é uma piada. Mas você só vai achar graça depois que passar por ela. Antes é uma angústia do cão. Ninguém sabe como se portar, que documentos deve ter em mãos, o que deve falar. Fui uma das últimas da fila, propositalmente diga-se de passagem, e pude a ver cara de desespero de muita gente. E rezei. Muito. Estava com medo de me mandaram de volta ali mesmo.
Na minha vez, o sujeito pediu o passaporte, as passagens e me perguntou se eu estava indo para a Alemanha. Respondi prontamente, mas pensando comigo: "_O cara tá vendo a passagem para Munique e me pergunta se estou indo para a Alemanha??". Bom, paciência. Para aumentar o drama, ele me perguntou se eu sabia falar alemão. Pronto, uma taquicardia tomou conta de mim. Respirei e disse: "_Não. Mas sei falar inglês". Ai eu soltei um sorriso tão falso quanto ao meu bom inglês. O moço meio que me devolveu o sorriso, carimbou o passaporte com a data do dia e disse, todo simpático (ou sarcástico, estava muito nervosa para distinguir): "_Espero que encontre alguém que fale inglês com você". Então ele olhou para mim com aquela cara de "a fila tem que andar", eu peguei minhas coisas, agradeci e fui encontrar o caminho de algo que eu não sabia o que era; no caso, o resto do aeroporto. Depois disso foi só esperar as sete horas de conexão se passarem para eu finalmente ir ao encontro da querida München.
Mas a dica é: fique tranquilo. Se não está indo com alguma situação ilegal, não tem motivo para se preocupar. Passaporte e passagem (ida e volta) na mão, um sorriso não muito escancarado no rosto, um cumprimento. Daí a pessoa vai olhar para você, pedir os documentos e, talvez, perguntar o que você pretende fazer no país (no meu caso, somente uma ponte aérea). Responda sem muitas delongas e explicações. Não esqueça de colocar outros documentos, como carta-convite, comprovantes de matrícula de curso (caso tenha), dinheiro, cartão de crédito, entre outros, em um lugar de fácil acesso.
Então boa sorte para quem está vindo!
Então boa sorte para quem está vindo!









Que bacana Marcella! Vim visitar e já adorei.., primeiro pelo layout que ficou super limpinho e clean e depois comecei pelo primeiro post para ir acompanhando todas as suas aventuras! Boa sorte sempre.. Bjinhos, Litza!
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